21.12.06

Como Camuflar uma crise politica- Um artigo de opiniao.

Temos uma oportunidade muito interessante com essa crise da Unimep.

Observando o noticiario, os blogs e reportagens, as notas de repudio, percebemos como se dá o contorno das noticias, as linhas gerais que dao o tom das informaçoes que nos sao passadas, e vemos uma grande discussao sobre leis trabalhistas, politica universitaria, viés mercantilista e tudo o mais. Mas uma faceta da crise nao está sendo divulgada (oportunamente) pela administracao unimepiana, nao está sendo aproveitada (ingenuamente) pelos membros da Adunimep e pelo pessoal do DCE, e é,a meu ver, ignorada (solenemente) pela opiniao publica em geral. O Reitor sai ganhando , aqueles que se manifestam perdem força e o a opiniao publica fica ignorante.
Porque nao esclarecer, explorar mais a faceta politica dessa crise porque nao exaltar de forma exacerbada que o que aconteceu na UNIMEP nao foi simplesmente um corte de pessoal por criterios economicos, visto que muitos dos demitidos nao se encaixam em nenhum desses criterios, porque nao dizer que praticamente todos os coordenadores de curso eleitos de modo democratico foram demitidos, de forma arbitraria e insensivel, de modo a colocar professores mais acertados com a nova politica metodista? que os princiapis articuladores da politica sindical foram tambem demitidos?
Dito isto, o que pretendo dizer é que estamos explorando muito pouco essa faceta, a UNIMEP está habilmente escondendo da opiniao essa parte de um processo politico, ou seja, a demissao arbitraria de centenas de professores, e nao somente por motivos mercantis, mas tambem politicos.
A oportunidade é essa, vamos aprender que existem varias facetas em crises, vamos aprofundar o nivel da discussao, abordando o cerne da questao, vamos exercer nosso papel enquanto seres politicos?

Obrigado e discutam.

Joao Paulo PONTES Ferreira

20.8.06

Algum dia o Rio de Janeiro já foi lindo ?

Essa inquietacao é direcionada especialmente aqueles que participaram da viagem de estudos ao Rio de Janeiro, mas o pessoal que ficou chupando o dedo em casa tambem vai encontrar (espero) algo interessante.

Revirando minhas impressoes sobre o Rio de Janeiro, encontrei grandes areas de miséria, malcheiro e pobreza visual com alguma das vistas mais imponentes e belas que a minha experiencia visual já conheceu.Até que ponto a nossa "mentalidade" sobre o Rio nos leva a gerar opinioes pré-concebidas sobre a cidade? Qual seria uma solucao interessante para a cidade do Rio de Janeiro harmonizar essa "carga historica",tantos monumentos e construcoes, com a crescente miséria cultural e material que se avoluma sobre o Rio.A miséria há de engolfar seculos de História que repousam sobre a antiga capital de um império?

De minha parte, me parece que a contrastante experiencia do Rio de Janeiro nos leva a cegar nossos olhos para uma verdadeira vista da cidade, que as adocicadas paisagens e construcoes tratam de se impor diante de um olhar mais duro sobre a metropole.

Diante dos textos lidos e nao lidos para a viagem, a experiencia visual , o contato com a coisa,superou ou deixou a desejar diante das cronicas escrtitas por outros autores?.

Deixo para os comentaristas.
É Só

Joao Pontes

"Inter arma enim silent leges"